segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dois mil anos depois...


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...resolvi postar, rs. e falar sobre minhas calopsitas. 

bom, tudo começou quando eu resolvi adquirir uma (obviamente ), pra história não ficar cansativa, vou resumir e procurar contar o mais esclarecidamente possível. Não me lembro o dia nem a hora exata, mas só sei que esse foi o dia mais feliz da minha vida, o dia em que eu comprei Nick, meu primeiro psitinho . Ele era uma gracinha, indescritível. era apenas um bebê quando eu o alimentei pela primeira vez, ainda no seu viveiro. a experiência foi incrível, a partir daquele momento soube que traria uma grande responsabilidade e um grande amor na minha vida, a final, quem nunca amou um ser vivo que não seja um humano? Não fazia muito tempo que estava em casa e Nick já fazia a felicidade de todos ao seu redor, animava momentos entediantes, alegrava momentos tristes e estava sempre querendo atenção de paparicos de todos. Lembro como se fosse hoje, sua primeira noite em casa, na hora de dormir, ainda não acostumado, procurei aquecê-lo o máximo possível, sempre tentando fazê-lo o mais feliz possível. Foram dias e mais dias de felicidade, elogios e agrados, já era um membro da  nossa família.
Sim, ele era feio, mas era o MEU feio, e a sua graça e carinho o tornavam cada dia mais bonito.
Até  hoje não me conformo o porquê da perda dessa criaturinha tão especial.
 Ocorreu no mês de Julho ou Agosto, não me recordo, mas eu penso que foi o pior dia da minha vida. E eu sei que 99,9% da culpa foi minha. Enjaular aves não tem o menor sentido, e foi por isso que eu perdi o amor da minha vida. Era como se fosse um filho, um filho que todos os dias, procurava estar o máximo possível presente em sua vida, fazendo o possível e o impossível pra saber que ele estava feliz. todos os dias em que ele esteve comigo eu o alimentei e cuidei.
 O primeiro dia na gaiola. Foi um enorme desespero da parte do Nick, eu na inocência o coloquei na gaiola e fechei. A adaptação foi péssima, instantes depois suas narinas começam a sangrar, pouco, mas sangrava. Ele havia literalmente se estourado por dentro de uma maneira violenta e desnecessária.
Fui à escola despreocupada, pois minha mãe havia ficado em casa com ele.
02h30min PM, minha mãe já sentia falta de sua animação e piados, quando chega a frente da gaiola e estava lá, Nick , cabisbaixo e praticamente desmaiado. Já não era o mesmo Nick, o Nick que trazia felicidade, o Nick que trazia animação. Era um Nick quase-morto.
Minha mãe tentou esquentá-lo o máximo possível em um pano quente. Nick foi desfalecendo na sua mão, até que seu bico foi perdendo a cor e seu coraçãozinho parou. O desespero da minha mãe foi enorme, tanto que ela foi capaz de ir correndo junto do meu irmão para buscar outra, não com a intenção de substituí-lo, mas ela queria que o meu desespero não fosse tão grande quanto o dela.
No dia, eu saíra mais cedo da escola, bem na hora em que minha mãe havia saído para ir comprar o outro "Nick". Liguei pra ela, ela foi curta e grossa dizendo que já havia de ir me buscar.
Chegando à rua da minha escola, percebi meu irmão dentro do carro, coisa que ele não faria normalmente, alias, não perderia seu tempo indo me buscar na escola. Os dois com a face fechada me chamam para dentro do carro. Percebo o clima pesado, quando minha mãe me olha com os olhos inchados e lacrimejando, eu já havia entendido. Meu desespero foi enorme, não sabia o que fazer, meu mundo desabava nas minhas costas quando de dentro da caixa, no colo do meu irmão sai uma criaturinha linda, de rosto fofo e gordo, agitado e assustado. Eu não aceitava.
Chegando em casa, vi o meu primeiro Nick morto, enrolado em um pano, dentro de uma caixinha, sem vida, sem movimentos, apenas morto. Pedi perdão para ele, e nós o enterramos. Chegou à hora de outra criaturinha ser o centro das atenções, o Nick 2.
Foi difícil para aceitar, mas eu consegui superar tudo aquilo, o Nick 2 me consolava. Procurei deixá-lo longe da gaiola, mas ele estava faminto e queria ficar lá. Observei tudo, e vi que suas fezes estavam com sementes. Xii.... Isso não é um bom sinal. Pesquisei na internet, blog, sites, Yahoo respostas e vi que era sintoma de doença. Não deu dois dias pro Nick 2 vir a falecer, depois de ter ficado praticamente internado no veterinário, tomando injeções e vitaminas. Sua doença era Clamydiose, bactéria que ataca o sistema respiratório da ave, no seu estado grave podendo matá-la facilmente. Não deu outra.
Eu já não sabia o que fazer, parecia que tudo aquilo não passava de um sonho ruim e que eu iria acordar e ver o meu primeiro nickinho fazendo gracinhas e pedindo comida novamente.
Foi quando meu pai chega, com um sorriso enorme de satisfação, dizendo que eu iria ter mais um Nick.
Eu fiquei feliz. o dono do pet shop que havia me vendido o Nick adoecido, me garantiu outra calopsita saudável em uma semana.  Em pouco tempo chega o meu terceiro Nick, alias, era o que me restava depois de tudo aquilo. Ele ainda está se adaptando em casa. Procurarei sempre estar postando noticias sobre ele.
Primeira foto do meu terceiro Nick :






A data da foto não corresponde à realidade. rs

Espero que tenham gostado. Bjus.

PS: O Nick 3 está sendo criado com todo o carinho e cuidado necessário.


4 comentários:

  1. Ficou muto bom seu blog Paulinha. Bem trabalhado, bonita as fotos da calopsitas

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  2. mto legal ameei parabenss

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  3. Parabéns, linda história. Posta mais notícias sobreo Nick 3. OBRIGADO

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  4. Parabéns pelo blog! Mas é uma pena que morreu :/ como esta o Nick 3? Faz um post sobre ele rs.

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